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4 de junho de 2016
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O mundo esta diminuindo

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O homem, ao longo de sua história, abriu caminho, literalmente, a machado e serra elétrica, em busca de seu progresso. A princípio os fins justificam os meios. Justificavam. Hoje, diante da situação de miséria que se descortina diante de nós, chegamos à conclusão de que algo emergencial precisa ser feito. Mas a quem caberia tal responsabilidade? Devamos aguardar que de reuniões como a Rio + 10 surjam soluções concretas e eficazes, ou cada um de nós, a nosso modo, deve agir?
O mundo no qual vivemos e percebemos está confuso? Estaria ele nos pedindo e cobrando uma explicação? Não há como aceitar o mundo assim como tem sido visto, ouvido, tocado, degustado e cheirado. É inaceitável concebê-lo desta forma. Não podemos aceitar este estado de coisa, e não devemos nos dar por satisfeitos com esta manutenção enganosa que aí está. Já é hora de vermos a existência de vários mundos em um só.
Temos visto o nosso planeta como uma fábrica de ilusões, erguida sobre muitas falácias e fantasias. Vivemos em uma aldeia global onde o tempo e o espaço foram diminuídos, encurtando distâncias, aproximando gente de todos os cantos. Hoje tudo está ao nosso alcance e cabe na palma de nossas mãos; tudo está diante de nossos olhos.
Contudo para boa parte da humanidade este mundo, simplesmente não existe. Temos 1/3 dos habitantes do planeta aguardam por uma ajuda vital: comida. A fome assola populações inteiras em diversas partes, inclusive no Brasil, e somos o país com a maior área agriculturável do mundo. A AIDS se alastra como erva daninha, antigas doenças, ditas extintas, retornam, a mortalidade infantil ainda é uma ameaça constante, e a metade da natureza é sistematicamente ameaçada pela mão impiedosa do homem. Mas ainda há tempo! A natureza prodigiosa, incansável renovadora, já deu mostras de que sabe perdoar quem a castiga. Basta que tenhamos consciência de que erramos e estamos dispostos a rever nossas ações predatórias.

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